Há uns dois anos fui apresentada por uma amiga a uma “moça”. A pessoa em questão, é amiga da minha amiga. No mesmo dia em que a conheci, tive a nítida impressão de que ela não fora muito com a minha cara. Passados alguns dias, cheguei a comentar com minha amiga da minha desconfiança, ao que ela me tranqüilizou dizendo: Não esquenta, ela é assim mesmo. Depois de dois anos ou um pouco mais, ainda continuo com a mesma sensação, e ontem, como tínhamos sido convidadas para um mesmo evento, tornei a tecer comentários sobre o assunto, minha amiga pacientemente me disse: Lú, é o jeito dela, ela precisa conhecer a pessoa, com o tempo ela vai ser sua amiga também, e como ela nunca falou nada, acredito que ela goste de você, tenha paciência que um dia ela “te aceita”. O que??? Imediatamente comecei a falar um monte de impropérios à pobre da minha amiga, que ris sem parar, aliás... rimos muito juntas. Você que acompanha o Feia, raciocine comigo: Você acha que eu tenho tempo para esperar alguém gostar de mim? Nem quando eu era solteira eu gostava dos rapazes “difíceis”. Tentava a primeira vez, talvez uma segunda, se eu visse que o cara era “complicadinho” eu pulava fora. Não tenho vocação para aturar pessoas que ficam fazendo “ânus glicosado”, popularmente conhecido como: “cu doce” e é por isso que digo que não sou supositório diet. Gosto de pessoas doces, simpáticas, expansivas e pelo amor de Deus, “fáceis”. Tenho tanta coisa para fazer que acho uma profunda perca de tempo ficar me preocupando em como conquistar a amizade de alguém. Sou sincera, sou objetiva e quem não gostar imediata ou quase imediatamente da minha pessoa, sinto muito! Não vou me desgastar tentando mostrar e ainda por cima provar que sou uma pessoa “bacaninha” e que posso ser uma amiga leal e confiável. Não gasto meu tempo com pessoas esnobes e demasiadamente “seletivas”, não quero esquentar minha feia cabecinha com uma pessoa que vive o tempo todo fazendo “cara de alguém peidou aqui”. Tenho dito. Se você quer ser meu amigo ou amiga, por favor, seja maleável e não seja tão criterioso e exigente, pelo menos comigo. Dê uma primeira olhada e se você achar que eu mereço, me dê seu melhor sorriso, me dê um pouco de carinho e atenção que eu prometo solenemente retribuir na mesma media e se não for exatamente na mesma quantidade, pode ter certeza de que você sairá sempre ganhando. Beijos da Feia e excelente final de semana para todos.
Blog de crônicas, notícias e outras "cositas" mas. O "Coisas de Lu" tem ainda notícias, informações e pode ser um canal de comunicação entre nossos mundos. Você também pode publicar aqui. Basta me enviar um e-mail. Sejam bem vindos!
terça-feira, 31 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
Mulher feia tem que ser mega competente. Será?
"menino lindo"
Calma!!! Essa frase não é minha... é do Ed Motta. Confesso que a princípio pensei que a frase estaria correta, mas depois, repensei e olhei para mim: Sou feia e nem sou tão competente assim. Será que o fato de eu não ser super, hiper, ultra e mega competente me deixa em desvantagem perante as bonitonas? Na frase, ele ainda critica Paula Toller, dizendo que ela é linda, burra e sem talento. Oras meu caro Ed, não vou ficar chateada com você, até porque acompanho sua carreira e sei que você é assim mesmo: polêmico, controverso e lastimavelmente FEIO. Vocês que me acompanham devem concordar comigo, o Ed Mota pelado deve ser uma coisa pavorosa... “Deusmelivre”! O Ed é incrivelmente inteligente e canta hiper bem, mas isso não o deixa nem um pouco parecido com o Rodrigo Santoro, por exemplo, que é culto, talentoso e ainda por cima LINDO! Mas não é disso que quero falar... quero dizer que me sinto bem sendo feia e digo mais: não preciso ser uma SUPER MULHER para ser aceita por quem quer que seja. Quem gosta de mim, ou de outra mulher feia qualquer, vê em nós mais que um “corpinho feio”, temos alma generosa, somos simpáticas, engraçadas e conseguimos mostrar que nem só de beleza vive o homem. Porque as pessoas acham que as desprovidas de beleza precisam estar se superando em tudo? Não é assim... não precisamos ser “maratonistas” sexuais para sermos amadas... e vamos combinar: ser linda não confere certificado de “boa de cama” a ninguém. Ainda bem que a natureza é democrática, distribuiu “borogodó”” sem olhar para a aparência. Já pensou se isso tivesse ficado a cargo do Sr. Ed Motta? Eu estaria “lascada”... eu mais milhares de mulheres. Agora... me pergunto: O que leva uma pessoa a ter esse tipo de pensamento? Será que pessoas assim sabem ver as mulheres com quem convivem com um olhar que não seja avaliador? Gosto de homens inteligentes porém sensíveis. Aprecio o ser humano que consegue ver além do que os olhos conseguem enxergar, pessoas que sabem que a beleza é importante, mas que não é essencial. Dizem que hoje não existe mais mulher feia, existe mulher pobre... Estive pensando e sinceramente, não sei se de repente eu ganhasse muito... mas muito dinheiro, se teria coragem de me transformar toda, passar por inúmeros procedimentos cirúrgicos para ser uma mulher linda... Claro que se fizesse isso, teria que mudar o nome do blog e essa idéia não me agrada nem um pouquinho... ou agrada? Imagine: www.lindaricaeburra.blogspot.com *rindo muito aqui* Enquanto não chego a um consenso sobre isso, fecho com um recadinho para quem pensa como o Ed Mota e para o próprio : Ou você compra um espelho,que tem que ser bem grande, diga-se de passagem, ou começa a mostrar seu outro lado. Sinto muito ter que te informar que além de muito FEIO por fora, você aparenta ser HORRÍVEL por dentro. Beijos da Feia para todos, até pra você Ed.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
O FIM DO MUNDO
Na noite de terça para quarta-feira, (10/05), eu tive um pesadelo horrível: Sonhei que o mundo estava acabando. Estavam prevendo um grande maremoto, tsunami ou coisa assim e ele realmente aconteceu. Foi chocante, eu tentava me salvar de todas as formas e ficava o tempo todo me perguntando se iria conseguir ou não. Aliás, tenho tido esse tipo de sonho constantemente. Alguns dias antes do tsunami que varreu o Japão, eu tinha sonhado com uma grande catástrofe natural. Como acontece sempre, acordo assustada e tentando desvendar o motivo do sonho. Fico imaginando qual o significado e se tem alguma relação com algo que esteja acontecendo na minha vida. Eu creio em revelações e sei que Deus fala conosco através dos sonhos, mas sei também que várias coisas interferem na nossa ligação com Ele e mais, que nem sempre o sonho pode ser “sinal” de alguma coisa. Não quero me apegar com crendices e interpretações populares e ficar neurótica com isso. Tenho visto muitas notícias horríveis nos jornais e sei que nosso estado emocional influencia diretamente na qualidade do nosso descanso, agora imagine eu que sou do tipo hiperativa e que vivo com um “tsunami” dentro do peito... penso e quero fazer muitas coisas ao mesmo tempo e o pior é que quero fazer muito bem todas elas. Claro que isso deve criar um nó na minha cabeça e sem que eu saiba, meu cérebro deve comentar com o restante do corpo que me acha “meio” doida! Como ele não tem como me “falar” isso...fica me mandando recadinhos e mensagens através dos sonhos. Vejam bem... não sei se isso é científico... estou apenas conjeturando os fatos. Então...continuando... na quarta-feira, choveu muito a tarde e eu não fui caminhar, aproveitei para lavar roupas e quando eu estava bem “faceira” no meu momento de Emengarda, eis que o rádio anuncia que o mundo vai acabar dia 21 de maio. Eu gelei. Desliguei a torneira, parei tudo e fiquei atenta à notícia. O locutor dizia que uma seita dos EUA previa o final dos tempo, confira na matéria. Achei uma incrível coincidência e no dia seguinte passei a notícia sinistra para meus colegas e fazia alguns questionamentos, do tipo: Será que teremos aumento antes do dia 21? Se o pagamento sair, devo pagar as contas? Estarei entre os que vão para o céu? O líder da tal seita afirma que só 170 milhões de pessoas irão subir. Será que terei tempo de pedir perdão ou perdoar meus desafetos? Será que conseguirei dizer a tempo para as pessoas o quanto eu as amo? Pois é... pelo sim pelo não...vou começar por onde eu acho mais fácil: Dizer o quanto você é importante para mim e o quanto eu me sinto gratificada por ter a sua amizade. Ah... se o mundo não acabar dia 21 e se a gente ainda não se conhece, que tal pensar no assunto? Super beijo da Feia.
domingo, 1 de maio de 2011
Pimenta nos olhos dos outros... vc já sabe, né?
Um dia desses, uma conhecida comentava comigo que seu marido estava tendo um caso com uma moça bem mais jovem e que isso a estava fazendo sofrer muito. Na verdade, ela me confidenciou que não é a primeira vez e que o “dito cujo” sempre faz dessas. Ela disse que ele não faz questão de esconder os casos e que sempre que ela “descobre” ele faz drama: pede perdão; Jura que a ama; Que nunca mais fará isso; Que com as outras é só sexo; Que a mulher da vida dele é ela e por aí vai... Ela na verdade sabe que a cena sempre vai se repetir, a história é a mesma, a diferença está só na mulher que será a “outra”. Falei várias coisas para ela, disse que ela ganha bem e não precisa passar por isso, que se venderem os bens que juntos adquiriram, ela ainda ficará com uma boa quantia que será suficiente para que ela não passe nenhum tipo de aperto e ainda more muito bem. Depois pensei muito em tudo que estava acontecendo e lembrei-me das muitas dificuldades que ela narrara que já passara junto a esse homem, que hoje é muito bem sucedido, está em uma fase muita boa o que garante a ela uma vida repleta de regalias. Consegui colocar-me no lugar dela e fiquei me questionando: Será que eu largaria o “osso”? Conversei com ela essa semana em outro tom, falei que sinceramente eu não saberia se largaria o osso que hoje está tão “cheinho” de carne depois de ter roído osso tão “sequinho” por tanto tempo. Onde eu quero chegar com toda essa balela: Quero dizer que é muito fácil criticarmos e darmos conselhos quando o problema não é conosco. É fácil condenar os adúlteros, as moças que praticam o aborto, as prostitutas e até mesmo as mães que jogam os bebês no lixo e tantas outras pessoas que praticam atos reprováveis pela nossa sociedade. Será que estamos parando para analisar os motivos que levam as pessoas a aceitarem essa ou aquela situação? Será que estamos pensando que alguns atos podem ser por doença ou desespero? Deus me proporcionou a benção de ser amiga de uma das melhores pessoas que conheci e certa vez ela me confidenciou que fora “seduzida” quando tinha 13 anos e engravidou de um cafajeste, a mãe dela ficou muito abalada e preocupada com seu futuro e não encontrou outra saída a não ser “obrigá-la” a cometer um aborto. Nunca julguei minha querida amiga, que hoje já é falecida, fiquei sempre imaginando como deve ter sido difícil para ela, uma criança... e que mesmo sendo uma criança na época, nunca havia esquecido e de certa forma culpava-se pelo acontecido. Então... é extremamente criticarmos e quem sabe até nos colocarmos na situação da pessoa, difícil mesmo é SER a pessoa, complicado é estar passando por horrores e ficar sem “ação”, sem saída, encurralada. Minha mãe, que sempre tem um ditado dos os momentos, diz: “pimenta nos olhos dos outros é refresco”. Prometo que vou tentar não dar meus conselhos sem analisar cada situação. Quero olhar os fatos sem as hipocrisias que a sociedade conseguiu implantar em mim e mais que isso, olhar para a pessoa com compaixão para não julgá-la. Beijos da Feia e ótima semana para todos nós.
Exercício da Compaixão.
Estava dentro do avião, trecho Curitiba/Macapá e eram 20h34min, do dia 18/04 quando comecei a analisar e refletir sobre uma cena que havia presenciado no aeroporto Tom Jobim: Um rapaz tratou muito mal e humilhou um atendente de um daqueles cafés que funcionam nas salas de embarque. Era minha vez de ser atendida e ao olhar o rosto triste do jovem, tentei animá-lo dizendo: “Não esquenta. Sinta pena... ele não merece mais que isso. Imagine que o fato de você não ter revidado te faz muito melhor do ele.” Ele sorriu e agradeceu. Após pensar... e pensar sobre o ocorrido, consegui entender ou "nomear" algo que há muito estava sentindo. Eu sabia que o que eu sentia tinha nome, só não havia encontrado uma palavra que o definisse. Um dia, expus o que pensava sobre o assunto para uma amiga, expliquei que quando alguém fazia algo que me desagradava, antes de eu ter acessos de fúria e revidar, eu analisava o perfil da pessoa e os motivos para que ela agisse assim. Hoje é diferente, faço-me algumas perguntas do tipo: Quanto essa pessoa ganha? Quais os problemas que ela enfrenta no seu cotidiano? Será que ela está com muitos problemas e por isso está tão estressada? Muitas vezes cheguei mesmo a comparar a minha vida com a da pessoa na intenção de, talvez, justificar os seus atos. Inúmeras vezes consegui me conter e olhar para a pessoa com certa misericórdia, tendo inclusive contornado a situação de maneira satisfatória, recobrando minha estabilidade emocional. Hoje finalmente entendo que o que sinto chama-se COMPAIXÃO. Isso mesmo, o sentimento de compaixão pode nos ajudar a olhar com carinho para os seres “toscos” e às vezes “brutos” que eventualmente aparecem no nosso caminho, dando-nos, inclusive, a oportunidade de lançar para essas pessoas um olhar de piedade e ao mesmo tempo de agradecimento por eles nos possibilitarem um crescimento, um amadurecimento e um entendimento melhor de tudo que ocorre ao nosso redor. Ainda estou aprendendo, “treinando” e sei que não é fácil, mas acredito que a compaixão possa ser exercitada e posteriormente virar um hábito salutar. Se colocarmos isso como uma atitude extremamente necessária para vivermos melhor, iremos conseguir com mais facilidade. Que tal começar o exercício da compaixão hoje mesmo? Pense nisso. Beijos da Feia.
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